A Revista Ecumênica da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo
Ecumenismo, Espiritualidade e Evangelho-Apocalipse

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“A Raça Universal dos Filhos de Deus”

O Cristão do Novo Mandamento de Jesus e Músico Legionário Octacílio Francisco Filho, de São Paulo, SP, analisa o trabalho das Instituições da Boa Vontade na luta pela igualdade racial a partir do paradigma da Espiritualidade Ecumênica.

 Octacílio Filho — Atualizado em 13/03/2018

Octacílio Filho

Octacílio Filho

A LBV e o negro

A Legião da Boa Vontade (LBV), campo neutro*1 e ponto de encontro de todas as etnias, crenças e povos, traz a emancipação espiritual para todos, por meio da revelação do Novo Mandamento de Jesus, proclamado pelo saudoso Irmão Alziro Zarur (1914-1979), em Campinas, SP, em 7 de setembro de 1959. Novo Mandamento que está no Evangelho do Cristo de Deus, segundo São João, 13:34 e 35: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros”.

No seio da Instituição, na convivência diária, há um mútuo respeito às diferenças entre negros, brancos, amarelos, vermelhos e mestiços, que são agraciados pelas mesmas oportunidades de trabalho e ações meritórias, consoante o esforço e as aptidões de cada um.

Na sociedade contemporânea, ainda há muita intolerância pelo não igual. Se não for como nós, dizem: “Então, não serve para nós”, esquecidos de que somos parte de um Todo, filhos da mesma Luz Suprema, que, com Amor profundo, gerou todos “à Sua imagem e semelhança” em Espírito.

A mensagem ecumênica da LBV — que há 68 anos*2 é pregada e exemplificada, interpretando a Bíblia Sagrada em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento de Jesus — percorre o mundo inteiro como modelo de Fraternidade e Solidariedade, incentivando a união de todas as criaturas, independentemente de origem étnica, pois compreende que a cor da pele não pode servir de parâmetro para aferir o valor de ninguém. Com essa mensagem fraterna, aprendemos que Deus, nosso Pai de Amor e Bondade, nos criou de modo que pudéssemos ter a oportunidade de evoluir pela prática do respeito, da cooperação, do Amor uns para com os outros, aprendendo mutuamente com os mais variados ramos do saber universal.

A cultura de Paz da LBV mostra-nos ainda a inutilidade de tantos antagonismos, que muito prejudicam o ser humano, pois, de acordo com a Lei Universal da Reencarnação, o negro de hoje pode ter sido o branco ou o índio de ontem. E o branco ou o índio de hoje podem ser o negro de amanhã.

 

O quadro é parte do painel A Evolução da Humanidade, em exposição permanente no Salão Nobre do Templo da Boa Vontade, em Brasília, DF. Nele, Paiva Netto homenageia diversas personalidades brasileiras e mundiais que se destacaram em suas respectivas áreas de atuação.

O quadro é parte do painel A Evolução da Humanidade, em exposição permanente no Salão Nobre do Templo da Boa Vontade, em Brasília, DF. Nele, Paiva Netto homenageia diversas personalidades brasileiras e mundiais que se destacaram em suas respectivas áreas de atuação.

Zumbi (1655-1695) — cuja representação da face se encontra no painel “A Evolução da Humanidade”, no Templo da Boa Vontade, em Brasília, DF — ecoou no Quilombo dos Palmares um grito de liberdade, que, retumbando pelos ares, encontrou ressonância na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, pois já não era tão somente o brado exangue de um povo varonil, mas encarnara o clamor de todas as etnias no anseio sublime de uma liberdade maior. E, graças à ação sempre meritória, solidária, ecumênica e espiritualista da Legião da Boa Vontade e de outras tantas instituições respeitáveis, a compreensão, o respeito e a convivência fraterna entre todos está se tornando cada vez mais uma realidade. Aliás, o referido painel também homenageia a guerreira Mãe Menininha do Gantois (1894-1986).

Passados tantos anos de uma época que manchou os ideais de liberdade e fraternidade, ainda restam fragmentos dessa nódoa no coração e na mente de alguns, pois hoje a escravidão é nas Almas, e somente Jesus, o Libertador Celeste, Abolicionista Absoluto — que o Irmão Paiva denomina, com toda a sua devoção, de Cristo Ecumênico e Divino Estadista —, pode trazer a redenção espiritual a todos os povos, todas as raças, enfim, a toda a Humanidade.

A atuação das Instituições da Boa Vontade, desde os seus primórdios, é um exemplo de dignidade humana e social no respeito e na integração étnica a ser seguido, pois conclama decididamente, na Revolução Mundial dos Espíritos de Luz, Irmãos pretos velhos e Irmãs pretas velhas, Irmãos índios e Irmãs índias, Irmãos caboclos e Irmãs caboclas e orixás, legitimando e dando notoriedade aos nossos ancestrais, oriundos das várias tribos e povos que promanam do Criador.

Essa miscigenação proclamada e vivida pela LBV contempla também a tantos quantos lutam em prol da união, no sentido mais amplo da palavra, de todas as raças, ratificando as palavras do Presidente-Pregador da Religião Divina, José de Paiva Netto: “Só existe uma raça: a Raça Universal dos Filhos de Deus”.

 

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*1 Campo Neutro — Refere-se à primeira das Quatro Fases Evolutivas da Religião Divina: “LBV antissectária, Campo Neutro de todas as religiões e filosofias existentes na Terra”. Leia mais sobre o assunto no livro Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, vol. 1, p. 167, de Paiva Netto.

*2 A Legião da Boa Vontade foi fundada por Alziro Zarur em 1o de janeiro de 1950. Portanto, em 2018, completou 68 anos de trabalho ininterrupto pelo povo brasileiro e dos diversos países onde atua. Mas desde março de 1949, o saudoso Irmão Zarur já pregava a mensagem ecumênica da Instituição pelo rádio, no programa Hora da Boa Vontade.

 

(Artigo publicado na revista JESUS ESTÁ CHEGANDO!, edição 112, de dezembro de 2011, pp. 22 e 23.)