A Revista Ecumênica da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo
Ecumenismo, Espiritualidade e Evangelho-Apocalipse

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Como pais e educadores podem auxiliar a criança a desenvolver a intuição

Sirlene Pessoa, pedagoga — atualizado em 13/03/2018

 

Intuição é um dom natural intrínseco ao ser humano, que se desenvolve gradativamente, à medida que ele evolui. É o aumento de sua percepção espiritual, que, para ele, se torna a verdade universal, pois é inquestionável. É uma conquista individual, não pode ser transferida de uma pessoa para outra. Ela se dá por meio do discernimento, compreensão rápida, no entendimento e ação sobre os fatos. Uma das condições para desenvolvê-la é a obediência às suas manifestações.

A intuição não é um produto da razão, mas, sim, do sentimento. Impulsiona o indivíduo, conforme o desenrolar dos acontecimentos, a uma ação rápida e correta.

Assim como a razão é a ligação do indivíduo com o mundo, a intuição é a ligação do ser humano com Deus. A razão nos faz conhecer o mundo exterior, e a intuição, o mundo interior. A razão observa, mensura, analisa e conclui. A intuição acredita, apoiando-se na Fé. A razão é, muitas vezes, mais lenta. A intuição é instantânea.

A razão consegue ir até onde a inteligência alcança. A intuição não tem limites, pois atua no campo da consciência universal.

Os pais e educadores podem contribuir para o desenvolvimento da intuição das crianças. Primeiramente, essas devem ser consideradas por eles como Espíritos Eternos, respeitando e valorizando sua bagagem espiritual, que irá reagir com novas experiências do presente.

É importante refletir que cada criança se encontra em um estágio evolutivo, tanto nos aspectos biológico e psicológico quanto no espiritual e social. Portanto, jamais deve-se exigir reações e comportamentos generalizados, pois cada uma possui tempo e ritmo próprios. Os pais e educadores devem também estimular o desenvolvimento da criança, oferecendo continuamente assistência afetuosa, não somente na área escolar, mas em todos os aspectos, principalmente pela ação e pelo trabalho. Lembramos que teoria e prática devem caminhar juntas, pois esse desenvolvimento não se trata de experiências acumulativas, mas de transformações íntimas, no campo espiritual e físico. O escritor e educador Paiva Netto, em seu livro As Profecias sem Mistério, capítulo “Apocalipse e Sabedoria”, página 71, destaca: “A escola desenvolve a inteligência, a intelectualidade, o saber técnico, mas a Sabedoria está acima de tudo isso (…). De pouco adiantará ao habitante do Terceiro Milênio, que se está educando agora, formar-se nas respeitáveis escolas superiores se não for capaz de domar seu coração, porque este tem sido o drama do mundo. De que lhe valerá (e à sociedade) tornar-se um bom profissional se, contudo, desconhecer a ética de erguer-se como um profissional bom?”.

Eis por que pais e educadores devem aproveitar as oportunidades que surgem no dia a dia — até mesmo em uma simples brincadeira — para estimular na criança o desenvolvimento de sua intuição, condição esta que contribui para o crescimento interior e a conduz à formação de um ser integral.

 

(Artigo publicado na revista JESUS ESTÁ CHEGANDO!, edição 88, de março de 2006, p. 29.)