A Revista Ecumênica da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo
Ecumenismo, Espiritualidade e Evangelho-Apocalipse

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Subir na cadeira: perspectiva de visão + ação

Alvino de Barros — atualizado em 04/09/2017

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Em abril de 1998, o escritor Paiva Netto encontrava-se em Brasília, DF, cidade onde ergueu o grande Santuário do Ecumenismo Total, conhecido como Templo da Boa Vontade, TBV. Em local próximo da Asa Sul da capital brasileira, reuniu-se com alguns Irmãos Legionários, quando teve ensejo de dialogar com o Espírito Flexa Dourada, por intermédio da mediunidade do sensitivo Cristão do Novo Mandamento Chico Periotto.

Tendo em vista contribuir com o trabalho empreendido pela Revolução Mundial dos Espíritos de Luz, uma iniciativa da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, vale destacar um ensinamento que nos marcou a Alma naquele dia.

Presenciamos um comentário interessante do Irmão Flexa Dourada. Ele dissertava, num estilo muito peculiar, a respeito de alguns episódios que estavam ainda por ocorrer.

Como se tratava de situações aparentemente irrealizáveis, Paiva Netto um homem de Fé imbatível, mas que não deixa de ser sempre muito pragmático , de forma criteriosa, argumentou:

— Eu acredito nos Espíritos. O que os senhores falam, acontece. Mas como poderá ser isso?

Realmente era um prognóstico muito difícil de ser confirmado.

Mas Flexa Dourada, muito seguro de si, apresentou a sua linha de raciocínio, dentro de uma perspectiva espiritual, utilizando-se de um objeto visível à percepção humana. Para isso, me chamou e disse:

— Moço, olhe para aquela televisão no canto da sala.

Naturalmente, fiz o que me pedira.

Voltou ele e me falou:

— Você observou bem o que estava ali. Agora, suba naquela cadeira e olhe novamente.

Atendi a seu pedido.

—Você vê o televisor da mesma forma que antes?

Respondi-lhe:

— Continuo vendo a TV, mas de maneira bem diversa. O ângulo é outro.

Concluiu, então, Flexa Dourada:

— O recado a todos, Irmão de Paiva, resume-se nessa pequena demonstração. É assim que vemos as coisas. O que hoje parece impossível, amanhã pode não ser mais. Tudo vai depender de como enxergamos os fatos e os conduzimos.

Apesar de simples, aquela lição foi instrutiva. Nenhum dos que estavam naquela sala se esqueceu dela.

Como testemunha do desenrolar dos acontecimentos, posso hoje afirmar que o anunciado naquele dia realmente vem se concretizando com o passar dos anos, no crescimento até mesmo do raio de atividades da Religião do Terceiro Milênio que, desde o seu surgimento, vem se superando a cada dia.

Moral da história: Aprendemos com o exemplo de perseverança e realização do Presidente-Pregador da Religião Divina que, quando nos ligamos aos Espíritos Superiores, levando em consideração seus alertas e esclarecimentos que visam ao nosso Bem, ganhamos mecanismos capazes de promover importantes avanços, verdadeiros milagres em nossas vidas.

A Boa Nova de Jesus, reconhecida como norma de conduta por muitos, igualmente respeitada por aqueles que não têm o Cristianismo como crença, incentiva-nos a ver no impossível apenas uma circunstância a nos exigir um pouco mais de esforço e criatividade. Nós é que estabeleceremos o modo de reação diante de determinado obstáculo. O grande Rabi da Galiléia foi conclusivo:

“Se tiverdes Fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a este monte: Sai daqui, lança-te ao mar. E assim acontecerá. Nada vos será impossível” (Evangelho, segundo Mateus, 17:20).

A Religião do Amor Universal elucida que o monte a que Jesus se refere representa os problemas a serem resolvidos pela força do nosso trabalho. Ação que precisa do decisivo apoio do Céu, acionado pelo sincero ato da Prece.

Portanto, além de uma boa perspectiva de visão, saibamos agir corretamente e com eficiência.

 

(Matéria publicada na revista JESUS ESTÁ CHEGANDO!, edição 85, de novembro de 2005, p. 10.)