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Amando a vida

(O perigo da cremação de corpos)

 

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Walter Periotto — 31/03/2017

É jornalista. Foi representante da LBV dos Estados Unidos da

América na década de 1980.

walterperiotto@gmail.com

Irmão Periotto

Walter Periotto

O desenlace físico é um tema que muita gente não gosta de discutir. Mas é uma realidade. Acontece com todos. Vai ser assim comigo, com você, com meus e seus parentes. Enfim, ninguém deixará de passar pela morte. É Lei Universal.

A Religião Divina, por intermédio do Irmão Paiva, assevera que “os mortos não morrem” e brada ainda que “o grande segredo da Vida é, amando a Vida, saber preparar-se para a morte, ou Vida Eterna”.

Extraí da revista JESUS ESTÁ CHEGANDO!, edição 123, de setembro de 2015, o artigo do Irmão Paiva que tem o seguinte título: “Cremação, prudência e Caridade”:

 

“Sem a Alma, o corpo é o cadáver. Porém, essa minha afirmativa não significa dizer que os despojos, pelo menos nos primeiros tempos da morte, não sejam instrumentos de condução de sensibilidades ao Ser Espiritual, por meio do períspirito. Para facilitar o entendimento deste ensino, vamos dar a palavra ao Espírito Emmanuel, quando nos fala sobre o delicado tema da cremação de corpos defuntos. Ele responde à pergunta 151, constante do livro O Consolador, pela psicografia de Chico Xavier (1910-2002):

“‘151 — O espírito desencarnado pode sofrer com a cremação dos elementos cadavéricos?

“‘— Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o ‘tônus vital’, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.’

“Em sua famosa entrevista para o programa Pinga-Fogo, da antiga TV Tupi, em São Paulo/SP, Chico Xavier ao atender a questionamento de uma telespectadora, ressaltou o que Emmanuel aconselha:

“‘— O tempo de expectativa deve ser nada menos que 72 horas, numa câmara fria, para o nosso veículo carnal, quando nos desvencilhamos dele, no caso de optarmos pela cremação.’

“Apresento também à análise de Vocês algumas considerações dos nobres amigos Índio Flexa Dourada e Dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), ilustre político e caridoso médico do século 19. Trata-se de comunicações espirituais por intermédio do Sensitivo Cristão do Novo Mandamento Chico Periotto. Suas ressalvas merecem dedicada atenção.

“Diz Flexa Dourada:

“‘— Sobre a instrução de Emmanuel de que só se deveria cremar os corpos depois de 72 horas, e olhe lá, isso seria boas condições para um Espírito completamente [em vida] desapegado da carne. O melhor é enterrar o corpo da pessoa que desencarnou. Vai para debaixo da terra aquilo que vem da terra. Isso é uma lei da Natureza.

“E reforça o Dr. Bezerra:

“‘— Espalhem sempre que a cremação não é vista com bons olhos no Mundo Espiritual. Mesmo quando o Espírito já deixou totalmente o vaso físico, as lembranças ficam registradas na memória espiritual. Deixemos a Terra consumir aquilo que ela trouxe sem agressões. Tudo que radicalize, tudo que afronte a vestidura humana, interfere no equilíbrio espiritual. Tratemos bem do nosso vaso corpóreo. Façamos dele a morada de Deus.

“‘(…) Imaginem o acidente de um caminhão em alta velocidade, batendo contra uma muralha. A cremação é algumas vezes pior que isso’.

 

“Para evitar padecimentos cruéis

“Minhas Irmãs e meus Irmãos, o dever de Caridade nos impele a trazer para reflexão esses alertamentos.

“Alguém pode naturalmente argumentar que não acredita em nada disso. E a Fraternidade, que deve ser a bandeira do diálogo, nos leva a respeitar a crença de cada um. Mas e se estivermos abordando aqui uma realidade? Há tanto ainda por se conhecer melhor! A cada dia a própria Ciência descobre fatos novos ou corrige teorias antes inegociáveis…

“Em nome do Amor que devotamos aos nossos entes queridos, não custa nada repensar um pouco sobre o assunto e assim evitar padecimentos cruéis a eles depois que fizeram sua passagem para a Outra Vida”.

 

Do Novo Testamento da Bíblia Sagrada, no Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 6:25 a 34, temos o seguinte título:

 

“A ansiosa solicitude pela vida

“25 Por isso, não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?

“26 Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?

“27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado [medida de comprimento equivalente a 66 cm] ao curso da sua vida?

“28 Por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam.

“29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

“30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?

“31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?

“32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas;

“33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

“34 Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal”.

 

Vamos meditar sobre esses ensinamentos de Jesus, nosso Divino Mestre:

O ser humano, as aves, as plantas e toda a Natureza foram criados por Deus para viver o Seu Amor. Jesus nos chama atenção para o nosso modo de vida. Não precisamos, diariamente, estar preocupados com tanta coisa. Deus sempre nos dará o pão de cada dia, desde que trabalhemos. Somente isso precisamos: trabalhar e praticar o Novo Mandamento que o Celeste Amigo recebeu do Pai Celestial, o “Amai-vos como Eu vos amei” (Evangelho, segundo João, 13:34). Assim acontece com a Natureza; assim se dará conosco. Nosso Pai é nosso Pai; não é qualquer um que vai levando a sua vida folgadamente. É o Criador da Humanidade Sideral.

Viva Jesus!