A Revista Ecumênica da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo
Ecumenismo, Espiritualidade e Evangelho-Apocalipse

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Celebre o 4 de outubro, Dia de São Francisco de Assis, Santo do Ecumenismo e Patrono da LBV

Gisele Guedes — 24/09/2018

 

 São Francisco de Assis

São Francisco de Assis

Nascido Giovanni di Pietro di Bernardone (1181-1226), em Assis, na Itália, “Il Poverello”, como também é conhecido São Francisco de Assis, é um dos maiores expoentes de Fé em Jesus que a Humanidade já conheceu. Abriu mão de um padrão de vida elevado para a sociedade de sua época, dedicando-se a viver o Evangelho do Divino Mestre em sua essência, aplicando-o nas ações diárias.

Ele renunciou a todos os seus bens e fez voto de pobreza material, passando a viver das riquezas espirituais que vislumbrava em sua Alma. Um dia, estando nas ruínas na Igreja de São Damião, localizada fora das portas da cidade, ouviu uma voz celeste, que lhe disse: “Francisco, reconstrói a minha igreja”. Foi então que ele começou sua grande missão de reforma, não só de edificações materiais — já que restaurou o local onde recebeu esse recado espiritual, e tantos outros, sempre contando com o auxílio do povo —, mas também das consciências, posto que fez brotar nos corações uma nova perspectiva de entendimento dos valores sublimes, fundamentado no Amor que tem a Deus e a todas as Suas criaturas.

O Santo de Assis fundou, em 1209, a Ordem dos Frades Menores. Com um conjunto de hábitos extremamente simples, os frades da ordem adotavam uma vida pautada na humildade, na devoção e na pregação dos ensinamentos de Jesus. Francisco não fazia distinção entre seus ouvintes nem perdia oportunidade de proclamar a Bondade Divina. Pregava aos seus Irmãos em Humanidade, mas também aos Irmãos pássaros, aos Irmãos peixes, ao Irmão Sol, à Irmã Lua, entre outros. Toda criação de Deus era digna de receber sua atenção e a vibração de suas doces palavras de Amor.

Em 3 de outubro de 1226, foi acolhido pela Irmã morte, deixando um extenso legado, com exemplos de Bondade e de Justiça. Tem seu dia celebrado em 4 de outubro. São Francisco de Assis foi proclamado como o Santo do Ecumenismo por Paiva Netto, Presidente-Pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, e é o Patrono da Legião da Boa Vontade (LBV) por sua direta contribuição para o começo da Instituição.

“A hora de começar”

 O saudoso Irmão Alziro Zarur com a médium Emília Ribeiro de Mello na Federação Espírita Brasileira, no Rio de Janeiro, RJ.

O saudoso Irmão Alziro Zarur com a médium Emília Ribeiro de Mello na Federação Espírita Brasileira, no Rio de Janeiro, RJ.

Em 6 de janeiro de 1948, Dia dos Reis Magos, data de alto significado místico-religioso, ao participar de uma reunião na Federação Espírita Brasileira (FEB), na capital fluminense, Alziro Zarur — a convite dos amigos Werneck Genofre e Agostinho Pereira de Souza — recebeu a ordem espiritual de criar a LBV, por meio da respeitável e saudosa médium dona Emília Ribeiro de Mello. Essa senhora de cabelos brancos olhou insistente e piedosamente para o visitante e, ao término da reunião, aproximou-se de Zarur e disse-lhe, com emoção: “Meu Irmão, São Francisco de Assis esteve todo o tempo aí ao seu lado e manda dizer-lhe que é hora de começar”.

Prece de São Francisco de Assis

O Patrono da LBV é sempre homenageado na programação da Super Rede Boa Vontade de Rádio e da Boa Vontade TV. Diariamente, é veiculada uma das mais conhecidas orações de sua autoria, traduzida pelo saudoso Fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979). A comovente prece também foi publicada por Paiva Netto no livro Ao Coração de Deus — Coletânea Ecumênica de Orações, versão pocket, p. 33 e 34. Entoe, com emoção, a elevada súplica do Santo de Assis:

 

Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Paz;

onde haja ódio, consenti que eu semeie Amor;

perdão, onde haja injúria;

fé, onde haja dúvida;

verdade, onde haja mentira;

esperança, onde haja desespero;

luz, onde haja treva;

união, onde haja discórdia;

alegria, onde haja tristeza.

 

Ó Divino Mestre!

Permiti que eu não procure

tanto ser consolado quanto consolar;

compreendido quanto compreender;

amado quanto amar.

Porque é dando que recebemos;

perdoando é que somos perdoados;

e morrendo é que nascemos para a Vida Eterna.