A Revista Ecumênica da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo
Ecumenismo, Espiritualidade e Evangelho-Apocalipse

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O Jovem de Boa Vontade não conhece o temor

Luciano Xavier — atualizado em 14/12/2017

 

Encontro da Juventude Legionária em Salvador, BA

Encontro da Juventude Legionária em Salvador, BA

Jovens, vejam a seguir um valiosíssimo ensinamento que o Irmão Paiva trouxe de improviso na conferência “A Decodificação do Pai-Nosso”, realizada na cidade de Porto Alegre, RS, em 1981: “A Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo veio à Terra para acabar com o medo entre os seres humanos. Medo oriundo da ignorância espiritual, mãe e pai degenerados de todos os males que afligem a Terra. O temor dá origem a discórdias e perseguições. Só quem tem medo persegue. É o medo de perder! O homem tem medo de perder o seu lugar, de perder a mulher que ama. A mulher teme perder seu marido. A mãe, os filhos. O advogado, a questão. O rico, sua fortuna. O pobre, seu barraco. Quem tem medo oprime, dilapida…”.

Quando vivenciamos as lições do Mestre dos mestres, mudamos o paradigma de reação da nossa mente diante de fatos que nos amedrontam e parecem nos encurralar, deixando-nos, aparentemente, sem saída. Podemos observar na Boa Nova, segundo o Evangelista João, 18:28 a 40, a postura espiritual, moral e psicológica do Divino Estadista ao ser interrogado por Pilatos sobre o que era a Verdade. Naquele momento, Jesus calou-se, não por covardia, mas por estar consciente de que o governador da Judeia não entenderia Sua sublime resposta, como explicou o saudoso Irmão Alziro Zarur (1914-1979). O Proclamador da Religião do Terceiro Milênio comprova a Autoridade do Cristo sobre a situação ao lembrar que, pouco antes do ocorrido, Ele afirmou na Oração Sacerdotal: “Santifica-os, Pai, na Verdade. Tua Palavra é a Verdade” (Evangelho, consoante João, 17:17). Livre das algemas do temor, Jesus silenciou perante Pilatos porque a Verdade de Deus não se impõe, como explica a Religião Divina. Ele sabia que era necessário passar pelo martírio da crucificação para que a Humanidade começasse a entendê-la ao assistir à Sua Ressurreição.

Quando ampliamos o nosso entendimento espiritual e passamos a viver pragmaticamente os preceitos divinos, portanto, universais, nos vemos libertos do receio, do pavor, da angústia, convictos de que temos força para vencer tudo, quando lutamos pela realização daquilo que prometemos no Céu, como nos ensina o líder da Juventude da Boa Vontade. Daí o saudoso Legionário dr. Mario Bogéa Nogueira da Cruz (1925-2012) dizer: “Ter liberdade é viver a Lei de Deus”.

O Irmão Paiva explica que o Estadista Celeste — conhecedor de nossa mais profunda intimidade, já que foi o único capaz de abrir os sete selos (Apocalipse, 5:5) — aconselha-nos a não desistir diante dos óbices ao afirmar: “(…) O vencedor de nenhum modo sofrerá o dano da segunda morte” (Carta de Jesus à Igreja em Esmirna. Apocalipse, 2:11), que é o remorso de ter as oportunidades e não aproveitá-las, por medo das dificuldades ou incertezas do caminho. Quem teme fica estagnado. Mas o Jovem da Boa Vontade de Deus enfrenta os desafios da vida com coragem e discernimento no Bem, na certeza de que a pertinácia na Fé Realizante é o escudo protetor que o Divino Amigo oferece para que aquele que esteja atento não seja “apanhado de surpresa”, como alertava o Irmão Zarur.

 

(Matéria publicada na revista JESUS ESTÁ CHEGANDO!, edição 128, de junho de 2017, p. 34.)